Sobram partes, troços e pedaços, linhas e alicates, restam pequenos gestos, incompletos. Depois, Quando ditos e falados, Se acumulam, do outro lado, Inúteis guardados.
Ao lado da caixa, vasculho ao fundo, sobras deixados ao gosto e `a redenção.
Pergunte-me da minha volta, da data do meu retorno, do dia e da hora da chegada do meu trem, das horas da aterrissagem do meu avião e qual o portão, qual a saída que figurara’ o seu corpo e seu chapéu, encantados, diga-me logo, que já’ nao suporto mais a tua espera, a tua ausência.
No infinito, nada se reduz como a um fim de tarde, em longos tons de vermelho, e ao gosto azedo, agridoce de seus desprezos, infelizes, repetidos.
Mas hoje o poder não tem um lugar a ser tomado, não ha’ mais um palácio do inverno a ser ocupado, o poder, ele se se escamoteia entre relações de controle, gestão e subordinação, através da forca física e da violência , mas muito mais insidioso, pelas ideias e ideologias que conformam e imolam o pensamento e a opinião comum ao interesse burguês e do capital.