sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Amargura



Pois, ainda que a alma de um homem esteja atormentada e que seu coração esteja aflito, quando “ um poeta , servo das musas”, canta os feitos dos antepassados e a santidade dos deuses, esse homem esquecera’ seu abatimento, e as dadivas das deusas os afastarão de suas amarguras.
Eric Voegelin

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Duelo


Desconfiado, desafio o corpo em duelo, 
os meus gestos repetidos
refletem, em espelhos, 
cansaço da noite e a marca da dor.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Paisagem e cultura


Assim bem longe de se deixar conceber como um fração ou porção de um pai’s submetida a autoridade do olhar e delimitada por um horizonte, a “paisagem” chinesa opera a globalidade funcional dos elementos, ou antes de fatores, de vetores, em interação. O pintor chinês nao pinta um canto do mundo a partir da posição de um sujeito perceptivo e tal como o construiria em perspectiva; mas e’ a totalidade do dinamismo e sopro cósmicos, tais como se desdobram no grande processo do mundo, através do jogo infinitamente diverso de suas polaridades, que e’ encarregado de veicular o ela` vital do pincel.

Francois Jullien
in O dialogo entre as culturas
Do universal ao multiculturalismo.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

salinger


“ Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira”, uma pergunta, uma dita, um estranhamento quando te reconheci novamente na prateleira de livros de bolso, na livraria vazia, perscrutando alguma novidade, me estimulando o diálogo e o não dito de tanto tempo interrompido, “ para os que tem paciência”.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A cidade


A CIDADE, POR ALBANO MARTINS

«Uma cidade pode ser apenas um rio, uma torre, uma rua com varandas de sal e gerânios de espuma.(...) 
Uma cidade pode ser um coração, um punho.»

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Esquecimento


Afastados, o olhar desencantado aprecia o ônibus,
A distancia
Afasta-se, jovem agora.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Paraiso perdido

e então Satanaz vos convenceu que não conheceis a verdadeira felicidade, porque ela hoje e’ inconsciente;
e seu paraíso e’ externo e se alcançarem o conhecimento,

então não tereis pena alguma
Para deixar este paraíso; vo’s possuireis
Um paraíso em vo’s, e sereis felizes.

Milton