terça-feira, 3 de julho de 2012

Garganta



Nao sei em que momento desfiada a corda, quando foi rompida a linha e o evento, 
nao sei em que ponto, em que tempo deslocamos nossas direções e posições, 
em que instante e lugar deixei enterrado a minha marca/ a faca cega de retorno.
julho 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Linda



Cabia falar o mínimo. 
O suficiente para vazar o necessário quinhão, 
somente para adiar o longo dia.
Cabia pensar os limites, segregar a paixão, estender as muralhas, 
deixando ao lado, insatisfeito, o desejo insensato.
No canto da adiada espera, da curta despedida, 
escondidos os gestos, 
os olhos escuros corrompiam a perda infinita.

sábado, 19 de maio de 2012

na espera


enquanto aguardo,
escurece enquanto aguardo, 
e meu rosto, 
Espelha, contra o vidro, cabelos brancos.
enquanto penso, desconfio,
de mim, do salto, da terra; 
calado, enquanto penso,
e meu corpo descansa suas dores na cadeira dura.
enquanto...
enquanto espero mais um pouco, cuidado,
esmoreço,
E a angustia noturna espalha um hálito frio nas minhas costas.
Ao lado, pessoas e pessoas olhando fixamente a frente, 
esperam como eu.
aguardam.
k

quarta-feira, 11 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de março de 2012

Remetente


A carta desafia os ares,
encanta em partes, a fala ensina,
em fim,
que desejos insaciáveis rondam, cavaleiros, viajantes,
entanto, sombras, carmins,
como,
no meio do caminho desviar da rota traçada?
Destinatário de mim.

segunda-feira, 19 de março de 2012

tentativa



a graça
ocupa o vazio de tua criação,
limita
a liberdade infinda,
a vontade perdida de tanta ambição.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Em tempos

E para que poetas em tempos de indigência?
mas eles sao, dizes, 
como os sacerdotes consagrados pelo deus do vinho
que caminham de um lugar a outro na noite santa.
Holderlin